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Foto: NSC / Reprodução
Clima

El Niño pode pressionar preços de alimentos em Santa Catarina nos próximos meses

Fenômeno climático deve ganhar força entre novembro e janeiro e pode afetar produção agrícola, oferta e valores de produtos.

Luan

Luan

Foto: NSC / Reprodução

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A intensificação do fenômeno El Niño prevista para os próximos meses pode trazer impactos para a produção agrícola e, consequentemente, para o preço de diversos alimentos em Santa Catarina. A tendência é de que o fenômeno fique mais forte entre novembro e janeiro, período em que alterações nas condições climáticas podem provocar perdas em algumas culturas.

Segundo informações divulgadas pelo NSC Total, períodos de El Niño costumam ser acompanhados por mudanças no regime de chuvas e temperaturas, com possibilidade de secas, enchentes e ondas de calor. Essas condições podem reduzir a produtividade de determinadas lavouras e diminuir a oferta de produtos no mercado.

Quando a produção é afetada e a procura permanece elevada, os preços tendem a subir. Além disso, os agricultores podem enfrentar custos maiores para recuperar áreas prejudicadas, além de despesas adicionais com transporte e insumos.

Entre os produtos que podem sentir os efeitos estão milho, soja, trigo, arroz, feijão, frutas, hortaliças e carnes. Os impactos, porém, podem ocorrer em momentos diferentes, dependendo do ciclo de produção de cada alimento.

Dados históricos da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), referentes ao período de 1996 a 2025, mostram que períodos de excesso de chuva provocaram quedas expressivas na produtividade de algumas culturas em Santa Catarina e no Rio Grande do Sul. No caso do trigo, a produção chegou a ficar 80% abaixo da média, enquanto a aveia apresentou redução próxima de 60%.

Especialistas destacam que a agricultura está entre os setores mais vulneráveis às alterações provocadas pelo El Niño, já que temperatura e disponibilidade de chuva interferem diretamente no desenvolvimento das lavouras.

Os efeitos sobre o consumidor podem aparecer principalmente quando uma eventual redução na produção resultar em menor oferta nos mercados. Nesse cenário, produtos mais sensíveis às condições climáticas podem registrar aumento de preços ao longo dos próximos meses.


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